A alimentação de um jogador de futebol é fundamental para o seu sucesso. Sem uma boa base nutricional, um atleta tende a ter pior desempenho físico e acumular problemas físicos, como lesões e dificuldade na recuperação muscular após as partidas.

Em um esporte de alta intensidade como o futebol, a nutrição exige planejamento, monitoramento e ajustes finos que acompanham o calendário de treinos, viagens e partidas, garantindo que o atleta comece e termine o jogo com energia suficiente.

Nesta publicação, contamos o que craques como Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar comem para se preparar para as partidas, mostrando como cada alimento tem a sua importância no prato dos esportistas.

Semana de jogo: foco nos carboidratos

A semana que antecede um jogo costuma seguir um ciclo planejado de consumo de carboidratos. Isso porque o futebol exige esforços intermitentes, alternando sprints, desacelerações, saltos e momentos de controle de bola que demandam abundância de energia.

O corpo utiliza o carboidrato como principal combustível nesses picos de intensidade. Ele é armazenado nos músculos e no fígado na forma de glicogênio, acionado rapidamente quando necessário.

Carboidratos como principal fonte de energia para o atleta

Para garantir que o glicogênio esteja cheio antes da partida, jogadores consomem carboidratos de fácil digestão e rápida absorção, como arroz, massas e diferentes tipos de batata, como a batata-doce.

A variação entre dias de carga, manutenção e redução depende do desgaste esperado e da função tática de cada atleta em campo.

Antes do jogo: energia em primeiro lugar

A refeição pré-jogo busca oferecer energia sem pesar o estômago. O ideal é priorizar alimentos leves, com pouca gordura e fibras reduzidas. O objetivo é otimizar a digestão e permitir que o atleta entre em campo sem desconfortos.

Proteínas e gorduras no momento certo

As proteínas entram com papel fundamental, pois fornecem estrutura para o organismo, auxiliando na construção e reconstrução muscular.

Jogadores recorrem a ovos, carnes magras, leite e leguminosas como feijão e soja, geralmente consumindo de vinte a trinta gramas por refeição.

As gorduras, por sua vez, são importantes para a saúde hormonal e para a absorção de vitaminas, são reduzidas antes da partida, mas voltam a aparecer no pós-jogo para contribuir com a recuperação energética.

Intervalo e pós-jogo: reposição e recuperação

Durante o intervalo, a reposição costuma ser líquida ou em forma de géis. Após a partida, ocorre o momento mais crítico de recuperação metabólica, quando as reservas de glicogênio estão baixas.

Hidratação e reconstrução muscular

A hidratação é um capítulo à parte. Os jogadores podem perder de dois a três quilos apenas em suor em uma partida, o que torna as reposições técnicas e a ingestão de água e eletrólitos absolutamente indispensáveis. O pós-jogo combina o carboidrato para reabastecer energia e a proteína para restaurar as microlesões musculares.

Dias de treino: ajustes por carga e posição

Para o planejamento, nutricionistas e nutrólogos precisam buscar uma dieta específica para a demanda do atleta. Os menus variam conforme a intensidade dos treinos. Jogadores de posições com maior deslocamento, como laterais e meio-campistas, costumam necessitar de mais carboidrato. Atletas de explosão, como atacantes, podem ter ajustes específicos de proteína e recuperação neuromuscular.

Viagens e concentrações: cardápios e rotinas

A logística influencia diretamente o tipo de refeição servida em hotéis e centros de treinamento. Quando bem planejadas, viagens longas não comprometem a performance. Snacks noturnos leves, frutas da estação e refeições com boa digestibilidade ajudam na qualidade do sono e na manutenção da rotina alimentar.

Suplementos com critério: o que faz sentido

A utilização de suplementos passa por rigor nutricional. Equipes priorizam creatina, cafeína e bebidas esportivas de acordo com evidências científicas. Tudo é individualizado com base em exames, tolerâncias e necessidades fisiológicas.

O que comem os craques: da teoria ao prato favorito

Mesmo atletas extremamente disciplinados têm suas preferências culinárias. Cristiano Ronaldo, famoso pelo rigor com sua dieta, eventualmente saboreia seu prato favorito, bacalhau à brás, combinação de peixe com ovos, cebola e batata palha, sem prejuízo ao desempenho quando consumido com moderação.

Neymar, por sua vez, mantém gosto por pratos simples como arroz, feijão, bife e batata frita, além de massas, comida japonesa e hambúrgueres ocasionais. Messi passou a controlar melhor quantidades e tipos de proteína, priorizando peixes, frango e camarão, além de frutas da estação, embora ainda aprecie seu tradicional asado argentino.

Esses hábitos mostram que a nutrição esportiva equilibra disciplina com prazer à mesa. O que importa é o planejamento, a constância e as escolhas feitas ao longo da semana, especialmente para atletas que, além de sua performance em campo, viram referência mundial e até movimentam análises em plataformas, onde as cotações mudam com base no desempenho e atletas ganham força nas apostas grátis. Jogue com responsabilidade.

Por fim, com acompanhamento profissional, monitoramento contínuo e cardápios personalizados, a alimentação se transforma em ferramenta de performance. Quem acompanha futebol e quer entender o que sustenta fisicamente os ídolos do esporte, agora já sabe: comer bem é fundamental para qualquer pessoa, mas principalmente para os atletas.

 

Foto Destaque: Unsplash/Caroline Attwood